• Rubén Martins

Francis Pegahmagabow

No início da Primeira Guerra Mundial, em 1914, o governo canadense eximiu aborígenes e outras minorias étnicas de lutar. Mas Francis Pegahmagabow (1889-1952), ainda que membro de uma tribo aborígene canadense, estava determinado a servir seu país, e se alistou ao 23º Regimento logo que a guerra foi declarada. Apenas algumas semanas após o alistamento, ele já fazia parte do 1º Batalhão de Infantaria canadense.

Ao longo dos quatro anos da guerra, 378 mortes foram registradas sob o nome de Pegahmagabow, além da captura de mais de 300 inimigos alemães. Na Batalha do Somme, uma das maiores da Primeira Guerra, em 1916, o soldado foi baleado na perna, mas se recusou a abandonar a luta e voltou ao campo de batalha. Foi também neste ano que recebeu sua primeira medalha, por ter enviado mensagens críticas mesmo sob fogo inimigo.

Ao fim da guerra, Pegahmagabow havia ganhado duas barretas por sua atuação nas batalhas de Ypres, Passchendaele, Amiens e a Segunda Batalha de Arras. Apenas 38 homens canadenses além dele receberam essa mesma honraria. Mesmo considerado um herói de guerra, o soldado continuou vivendo na pobreza quando voltou para casa, principalmente por sua origem aborígene. Frustrado, decidiu entrar para a carreira política e militar pela causa indígena. Francis Pegahmagabow morreu em 1952, aos 64 anos, de ataque cardíaco.


Fonte: almoxmilitar

0 visualização0 comentário

Posts recentes

Ver tudo

© 2018 Claudino Junior

   Rua Imaculada Conceição, 363 - Curitiba, PR