• Rubén Martins

Os melhores nós para a prática do sobrevivencialismo

Estar preparado para qualquer tipo de situação diminui as chances de dar errado em quase 100%. A partir do conhecimento de amarrações, por exemplo, é possível realizar abrigos em atividades outdoor ou criar receptores de chuva que possam fornecer água, mantendo o corpo hidratado. Também é possível utilizar nós na criação de grelhas ou artefatos para assar carnes ou vegetais numa fogueira.

No retorno do homem às práticas mais primitivas, o nó é uma ferramenta imprescindível. E o domínio e conhecimento no assunto é fundamental.



GUIA PRÁTICO: NÓS INDISPENSÁVEIS PARA O SOBREVIVENCIALISMO


Lais de Guia

Ele é simplesmente um dos mais conhecidos e usados nós, utilizado para formar uma laçada corrediça que não estrangula, além de possuir um rápido desatado.

Sua implementação se dá em resgates verticais e pode ser feito com apenas uma mão. Contudo, tenha cuidado: se mal executado, o nó se desmancha com facilidade.


Escota

Um dos nós mais importantes para situações de emergência é o de escota. Sabe quando você tem um cabo que não é grande o suficiente para a tarefa que está executando e precisa juntá-lo com outro cabo?

O que acontece, muitas vezes, é que ambos não só são de tamanhos diferentes como, também, de materiais e espessuras distintos.

Esse tipo de nó é muito confiável porque você pode puxar as cordas o quanto quiser que ele não vai soltar. Existe também a variação alceada, que facilita que ele seja desatado.


Nó direito

Este nó possui as mesmas características que o Escota, mas serve para amarrar cabos com espessuras iguais. Por isso, se você precisa amarrar algo e não correr o risco de soltar, use o nó direito.

Entre as vantagens do nó direito estão a facilidade de fazer, a simplicidade para desatar e, também suas múltiplas aplicações. Assim como o escota, existe também uma versão alceada.


Balso pelo seio

O Balso pelo seio é um nó usado geralmente por escaladores para transporte de pessoas e feridos por sistemas como a tirolesa. Suas alças são movediças podendo o indivíduo adaptá-las ao corpo conforme queira. Uma alça deve passar pelo peito à bandoleira e a outra pela cintura.

Este nó distribui melhor o peso do corpo pela corda em caso de queda.


Prussik

Usado por montanhistas em subidas ou descidas verticais, ele possui a particularidade de prender quando aplicada força em sua alça.

Por isso, este nó é muito utilizado para subidas ou descidas verticais. Uma vez feito, ele pode correr pela corda principal, afinal se firma apenas ao aplicar o peso sobre ele.


Volta do fiel

Utilizado principalmente para amarrar uma corda em uma estaca, troncos de árvores ou até mesmo amarrar algum animal. É um nó firme e de execução muito rápida e fácil de desamarrar quando necessário.


DICAS FINAIS QUE FAZEM A DIFERENÇA

– Leve sempre em sua mochila uma corda de, pelo menos, 8 milímetros e com 4 metros de comprimento.

– Tenha sempre seu canivete tático bem afiado. Isso facilita que a corda não fique “definhando” na hora de cortar.

– Em situações extremas, você pode utilizar o cadarço de sua bota tática para realizar nós.

– Treine como fazer um nó e aprenda a fazer em situações diversas: de olhos fechados, flutuando na água, com apenas uma mão.


Fonte: Invictus

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